Um plano de 90 dias para transformar atenção em pedidos no delivery próprio, com rastreamento, testes e construção de personalidade de marca.
Iniciar mapeamento das vendasDepois de analisar de perto o que vocês já têm hoje, minha conclusão é simples:
A Hórus não parece ter um problema de produto.
O produto já deu sinais fortes de validação. O iFood vende bem, a avaliação é alta, as fotos e vídeos são profissionais, a marca tem uma identidade diferente e existe uma base de clientes satisfeitos.
O problema está em outro ponto: hoje o marketing ainda está funcionando mais como divulgação do que como um sistema de vendas.
Ou seja: existem anúncios, boas imagens, vídeos e um cardápio digital. Mas ainda falta uma visão integrada de funil, rastreamento, jornada do cliente, teste de mensagens e construção de personalidade da marca.
É por isso que repetir o mesmo caminho — subir mais anúncio, postar mais foto de hambúrguer, contratar influencer ou tentar "fazer mais conteúdo" — provavelmente só faria a Hórus gastar mais sem entender exatamente o que está funcionando.
A proposta é diferente.
A ideia não é apenas fazer anúncios para vender hambúrguer. É construir um sistema para entender quais mensagens, momentos, ofertas e associações fazem o cliente fazer o pedido no delivery próprio da Hórus.
Decisões baseadas em intuição, focando apenas em volume de posts ou campanhas isoladas.
Construção de um ecossistema com foco em dados, recorrência de pedidos e margem de lucro.
Para isso, o trabalho será dividido em três frentes estratégicas:
A maioria das hamburguerias tenta vender a mesma coisa: foto bonita do hambúrguer, queijo derretendo, vídeo bem gravado, promoção, cupom, influencer ou frase dizendo que é o melhor da cidade. Isso já virou comum.
O caminho da Hórus precisa ser outro.
A marca já tem uma identidade com potencial para ir além do produto.
O nome, a estética e a forma como a marca se apresenta permitem construir algo mais forte: um ritual de consumo.
Em vez de vender só "mais um hambúrguer artesanal", vamos trabalhar para associar a Hórus a momentos específicos da vida do cliente:
Esse tipo de associação é o que pode diferenciar a Hórus em um mercado onde quase todo mundo está fazendo propaganda parecida.
Antes de criar campanhas, precisamos descobrir onde o dinheiro está escapando. O objetivo desta fase é parar de tomar decisões no escuro.
Criação de uma matriz de testes para descobrir quais caminhos de comunicação têm mais chance de converter cliques em hambúrgueres no delivery próprio.
A ideia não é apostar em uma campanha bonita. A ideia é testar hipóteses com método.
Com dados reais consolidados na fase anterior, começamos a refinar os processos vitoriosos, escalando o que de fato gera vendas recorrentes com segurança.
O agente de IA não está incluso nesta primeira proposta comercial.
Minha recomendação técnica é resolver primeiro o problema de marketing, rastreamento, jornada e conversão do cardápio. Depois que mapearmos os gargalos reais, desenharemos um agente de inteligência artificial dedicado (atendimento, recuperação de pedidos, dúvidas e automações), plugado na operação. O valor correspondente será tratado em contrato separado.
Não vou prometer um número específico de vendas, porque isso dependeria de variáveis que não estão 100% sob meu controle, como verba, atendimento, velocidade de entrega, disponibilidade de produtos, comportamento do público e funcionamento técnico das plataformas.
O que posso prometer é um processo mais inteligente do que simplesmente continuar subindo anúncios sem clareza.
A proposta é criar um caminho com diagnóstico, rastreamento, testes e otimização, para que cada decisão seja tomada com mais base e menos achismo.
Esse período de 90 dias é importante para termos tempo suficiente para analisar dados, testar mensagens, errar rápido e consolidar decisões inteligentes.